Câncer de mama em cadelas: como diagnosticar?

Você sabe como diagnosticar Câncer de mama em cadelas? Neste artigo explicamos tudo para você.
Artigo Câncer de mama em cadelas Como diagnosticar- Hospital Veterinário Butantã

Escrito por

Samanta Rios Melo

O câncer de mama em cadelas é um dos principais tumores a afetar esses animais, atingindo 45% das fêmeas caninas, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Os nódulos encontrados podem ser benignos, ou seja, alterações inofensivas nos tecidos do corpo, ou malignos, sendo o segundo tipo o mais alarmante. Os tumores benignos não interferem na qualidade de vida do animal. Geralmente são tratados com uma recuperação mais simples, um diagnóstico precoce é essencial para um tratamento efetivo. 

O termo câncer de mama, que são os nódulos malignos, assim como as estatísticas que o acompanham, necessitam de maior atenção e, por isso, hoje trataremos do tema com as formas de chegar a um diagnóstico e os possíveis tratamentos. Caracterizado pelo crescimento desordenado de células no organismo, o câncer pode ser causado por diversos fatores. No caso do câncer de mama, a multiplicação celular ocorre nas glândulas mamárias do animal. Não existe predisposição racial, o que significa que qualquer raça pode desenvolver a doença. Além disso, mesmo que seja mais comum em fêmeas, o câncer de mama pode ser encontrado em cães e gatos machos também. portanto, é importante que as medidas preventivas sejam feitas em ambos os sexos. 

Quais os sinais que podemos observar? Para um tratamento efetivo, o diagnóstico precoce é fundamental. É importante se atentar a alguns sinais como o surgimento de caroços na região das glândulas mamárias, ou inchaço e dilatação nas mamas, a presença de dor e lambedura frequentes e a presença de secreções com odor desagradável nas mamas do pet. A análise clínica, feita por veterinário a partir da palpação da região mamária do animal, assim como o estudo do histórico do animal, possibilitam identificar possíveis nódulos no seu pet. Porém, nem sempre os sinais clínicos são tão evidentes e, de toda a forma, realizar exames físicos, de imagem e de citologia aspirativa (que consiste na aspiração de células do animal, para serem examinadas) são essenciais para um diagnóstico conclusivo.

A tomografia computadorizada, as radiografias de tórax e a ultrassonografia de abdômen estão entre os principais meios de entender a extensão do problema. A partir deles, é possível descobrir se a doença pode ter se alastrado para outras partes do corpo do animal. Uma vez que os sinais são identificados, deve-se realizar uma citologia aspirativa ou biópsia, que indicará se o tumor é benigno ou maligno. Com esses dados, também é possível entender as chances de sobrevivência e se há indicativos de repetição do câncer no mesmo ou em diferentes partes do corpo do pet. 

E o tratamento? Após o diagnóstico, usualmente a primeira ação adotada pelo médico veterinário será a remoção completa do tumor por intervenção cirúrgica. Quando o tumor é benigno, essa etapa costuma ser suficiente para que o animal continue saudável e não apresente complicações futuras. Os nódulos malignos podem exigir tratamentos complementares, como a quimioterapia após a remoção cirúrgica do tumor. Isso pode ser indicado principalmente se há indicativos de que a doença está se espalhando pelo corpo do animal, para prevenir sua reincidência ou a ocorrência de metástase. O câncer de mama é uma doença grave, podendo levar o animal à morte. Então, manter consultas regulares com o seu veterinário de confiança é essencial para garantir a saúde e bem-estar do seu pet.

Vale lembrar

Que a castração precoce é um ótimo meio de prevenir a ocorrência desse tipo de tumor em fêmeas caninas e felinas! Consulte seu veterinário para mais informações. 

Adições: Profa Dra Samanta Rios Melo, Responsável pelo Setor de Oncologia do CVB.

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