Ruptura de ligamento cruzado cranial

Você sabe tudo sobre Ruptura de Ligamento Cruzado Cranial? Neste artigo explicamos para você.
Blog Ruptura de ligamento cruzado cranial Hospital Veterinário Butantã

Escrito por

Centro Veterinário Butantã

Ligamento cruzado cranial nada mais é que uma faixa de tecido conjuntivo denso e resistente que une o fêmur (osso da coxa) e a tíbia do pet, não deixando ocorrer ocorrer deslocamento da tíbia em relação ao fêmur e evitando que o joelho tenha uma rotação interna excessiva.

A ruptura de ligamento cruzado cranial pode acontecer nas situações em que o animal já vinha tendo uma degeneração ao longo do tempo. As fibras dentro do ligamento são frágeis e rompem com o passar do tempo e o fator genético pode ser a causa mais importante, mas nada impede de acontecer por meio de traumas.

As dores nas pernas é o sinal mais comum e pode aparecer de repente, durante ou após o exercício e movimentos no geral. Em alguns cães pode acontecer nas duas pernas simultaneamente o que causa dificuldade de se levantar, podendo, inclusive, haver confusão no diagnóstico.

Para um diagnóstico mais preciso geralmente é realizado um exame físico por um médico veterinário por meio de manipulações específicas no joelho. Outros exames são fundamentais como, por exemplo, radiografias, exames de ultrassonografia ou ressonância magnética. 

O tratamento não cirúrgico, no caso desse tipo de trauma, é pouco recomendado, pois seus resultados são inexpressivos, além disso, a artrose que pode resultar, invariavelmente, limita a função articular. Portanto, no geral, a cirurgia é a principal indicação. Mas ainda assim, cada animal deve ser tratado de acordo com suas necessidades e a escolha do tratamento depende de vários fatores, como o ângulo do platô tibial (uma parte da tíbia), por exemplo

As técnicas de tratamentos são classificadas em:

Técnicas intracapsulares


Essas técnicas consistem em transferência de tecidos locais, mas tem pouca chance de voltar a função do membro normal. Isso ocorre porque os tecidos que são usados na substituição não são tão robustos como o ligamento original.

-Técnicas extracapsulares

 

As suturas fabelo-tibiais, com vários sistemas de amarração são realizadas entre a Fabela e um túnel na parte superior da tíbia. Esta técnica tem uma certa taxa de sucesso relatada, mas dependente do material utilizado e, principalmente, se realizadas em cães com ângulos de platô tibial mais baixo.

-Osteotomias

 

Estas técnicas alteram a geometria da articulação do joelho afetado, de tal modo que o ligamento cruzado não necessite da função em manter a estabilidade. Existem algumas variações da técnica, todas envolvendo remodelação do platô da tíbia por osteotomia (corte do osso) e fixação em nova posição.

As complicações mais comuns podem ser infecções e complicações mecânicas (soltura dos parafusos ou raramente na quebra do implante), a infecção é tratada com antibiótico e em alguns casos a reintervenção cirúrgica é essencial. 

A maioria dos animais permanecem com os implantes pro resto da vida sem problemas, por isso o mais importante é confiar na qualidade do hospital e dos profissionais que tratarão do seu cão.

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